Esta noite, graças ao meu querido gatinho que miou a noite toda que nem um possesso e não me deixou pregar olho, tive bastante tempo para pensar. Tendo em conta que me deitei cedo, por volta das 22.30 (para estar "fresquinha" de manhã) e que saí da cama às sete, foi muita hora a pensar na vida. Com tanto tempo disponível até me deu para me pôr a pensar porque é que tinha deixado o blogue ao abandono durante tanto tempo. Até cheguei a uma conclusão e tudo, que basicamente seria algo assim "os problemas originais mantêm-se, apenas aprendeste a viver com eles, daí não sentires necessidade de escrever". Tretas!!! A verdade é que tive uma vidinha santa nestes últimos meses. Se me tivessem acontecido peripécias como as de hoje de certeza que já tinha vindo para aqui lavar a alma, tal como estou a fazer neste momento.
Comecei o dia sem ter dormido. O sacaninha não se calou mesmo. Quando a meio da noite em desespero de causa saí da cama para ver o que se passava para lá da porta do meu quarto, tropecei numa das camas da peste que ele se tinha dado ao trabalho de arrastar até à porta do meu quarto. É que eu imaginava-o tristíssimo em cima do chão frio, quando ele afinal estava no quentinho ... a infernizar-me o juízo.
Saio de casa, entro no carro, e assim que começo a conduzir sinto algo de esquisito no carro. Pensei que fosse um furo, mas não era. Volto a estacionar o melhor que posso, já que me era impossível conduzir um carro que não vira para a direita.
Cheguei à escola com um humor de cão, mas convicta que dali em diante o meu dia só podia melhorar. Não melhorou. No dia anterior tinha passado horas a preparar parte de uma aula num quadro interactivo. Acabei por não poder usar o meu trabalho porque a versão da ferramenta que usei não é compatível com a daquele computador. Fiquei para morrer.
Mais tarde quando telefono para a Peugeot sou informada de que a minha viatura (que eu comprei novinha em folha em Setembro) não consta da base de dados, pelo que não existe e eles não podem fazer nada em termos de assistência.
Pelos vistos a minha vidinha voltou ao normal. Uma peripécia atrás da outra.