Domingo, 29 de Maio de 2011

Coisa perigosa, a imaginação






Tenho uma imaginação muito fértil. Há quem diga que muitos dos meus problemas são fruto dela. Que eu prefiro imaginar as coisas (à minha medida) em vez de olhar para elas e vê-las como de facto são.



Hoje tive algum tempo livre. O tempo é um dos grandes inimigos das pessoas como eu. Dei por mim a pensar em ti. Até aqui nada de novo. Faço-o todos os dias, independentemente de ter tempo ou não. A coisa piorou substancialmente quando te imaginei a imaginar-me. Vou trabalhar mais um bocado para ver se me passa a maliqueira.

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

Do meu silêncio

Esta noite, graças ao meu querido gatinho que miou a noite toda que nem um possesso e não me deixou pregar olho, tive bastante tempo para pensar. Tendo em conta que me deitei cedo, por volta das 22.30 (para estar "fresquinha" de manhã) e que saí da cama às sete, foi muita hora a pensar na vida. Com tanto tempo disponível até me deu para me pôr a pensar porque é que tinha deixado o blogue ao abandono durante tanto tempo. Até cheguei a uma conclusão e tudo, que basicamente seria algo assim "os problemas originais mantêm-se, apenas aprendeste a viver com eles, daí não sentires necessidade de escrever". Tretas!!! A verdade é que tive uma vidinha santa nestes últimos meses. Se me tivessem acontecido peripécias como as de hoje de certeza que já tinha vindo para aqui lavar a alma, tal como estou a fazer neste momento.
Comecei o dia sem ter dormido. O sacaninha não se calou mesmo. Quando a meio da noite em desespero de causa saí da cama para ver o que se passava para lá da porta do meu quarto, tropecei numa das camas da peste que ele se tinha dado ao trabalho de arrastar até à porta do meu quarto. É que eu imaginava-o tristíssimo em cima do chão frio, quando ele afinal estava no quentinho ... a infernizar-me o juízo.
Saio de casa, entro no carro, e assim que começo a conduzir sinto algo de esquisito no carro. Pensei que fosse um furo, mas não era. Volto a estacionar o melhor que posso, já que me era impossível conduzir um carro que não vira para a direita.
Cheguei à escola com um humor de cão, mas convicta que dali em diante o meu dia só podia melhorar. Não melhorou. No dia anterior tinha passado horas a preparar parte de uma aula num quadro interactivo. Acabei por não poder usar o meu trabalho porque a versão da ferramenta que usei não é compatível com a daquele computador. Fiquei para morrer.
Mais tarde quando telefono para a Peugeot sou informada de que a minha viatura (que eu comprei novinha em folha em Setembro) não consta da base de dados, pelo que não existe e eles não podem fazer nada em termos de assistência.
Pelos vistos a minha vidinha voltou ao normal. Uma peripécia atrás da outra.

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Se fosse no cinema, a história teria sido outra


Já há semanas que andava mortinha por ver o filme. Ontem não consegui resistir-lhe e a horas já indecentes, instalei-me de portátil na cama e toca a ver a obra prima. Eu estava a adorar o filme, mas lentamente começou a tornar-se algo pesado demais para mim, e em nome de uma boa noite de sono (ou várias) acabei por não ver a última meia hora do filme. E não sei se alguma vez verei ...
PS: O filme = O Cisne Negro

Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Do meu silêncio


Só não te conto porque uma parte (estúpida) de mim quer manter a ilusão de que te faria diferença saber.

Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Reencontros

Três anos depois voltei a reencontrar-te. Por acaso. No tempo que estivemos juntos sempre fizeste questão de frisar que te faltava algo. Que a vida que tinhas comigo não era aquela com que sonhavas. Daí ter compreendido a facilidade com que me deixaste saír da tua vida. Mas depois volto a pensar no assunto, e sei que não havia nada que pudesses ter feito para me manter a teu lado. Aliás foste tu que deste nome ao meu "problema".
Fomos mantendo um contacto muito esporádico. Natal, aniversários e muito de vez em quando via messenger (quase sempre quando precisavas de algo de mim). Sempre me deste a sensação de que estavas finalmente na crista da onda e de bem com a vida. Fiquei feliz por ti.
Ontem não gostei do que vi. A forma como entretanto te imaginei não encaixa na forma como te reencontrei.

A tempo e horas


Um bom ... actor.

Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

É Natal (quase)

Ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos, ando completamente envolvida pelo espírito natalício. Talvez seja por já não ir há um mês a casa, mas estou mortinha para que o próximo fim-de-semana chegue para que possa ir lá, decorar a árvore, e começar a comprar as prendinhas.

Domingo, 21 de Novembro de 2010

Porquê?

Ao contrário do que estava previsto este fim-de-semana não fui a casa. Já no outro não tinha ido por ter uma reunião a acabar a horas indecentes na sexta-feira à tarde. Esta semana caíu-me tudo ao chão quando soube que uma das reuniões tinha sido adiada para sexta ao final da tarde. Ainda agora não consigo perceber porque resolvi ficar quando na realidade a minha vontade era ter-me posto a andar. No ano lectivo anterior tinha aulas na sexta até ao último tempo da tarde e nunca resolvi ficar cá ... por birra.
Ainda há pouco usei como desculpa o argumento "não valeu a pena ir porque a cara metade ía estar a trabalhar", quando na realidade a cara metade só tinha de trabalhar no domingo. Também já me aconteceu ir à mesma de fim-de-semana a casa mesmo sabendo que iria estar pouquíssimo tempo com ele.
A verdade é que não fui porque não me apeteceu ir. Mas ao mesmo tempo também não me apetecia ficar cá. Venceu a opção mais comodista, e dou por mim com receio de estar novamente a ser dominada por aquela apatia e falta de vontade de fazer seja o que for.

Domingo, 14 de Novembro de 2010

Red

Karl Urban

Um filme ... bastante agradável.

Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Mania da perseguição




Algo de muito grave se passa comigo. Uma semana depois de ter chamado a GNR convencida de que alguém me tinha roubado a chave da ignição do carro quando afinal fui eu que dei sumiço à dita, a minha paranoia (não consigo encontrar outro nome) volta a atacar. Estava eu a trabalhar em casa quando começo a ouvir uma galinha no "MEU" quintal, vozes baixas e passos furtivos. Sei que não é normal, mas quando a galinha ficou aflita a primeira coisa em que pensei é que alguém estaria a preparar-se para fazer um ritual vodoo à minha porta e que assim que saísse de casa encontraria uma galinha morta pendurada. Aproximei-me da janela a medo, e só fiquei descansada quando uma velhota apanhou a galinha fujona e se foi embora.

Domingo, 7 de Novembro de 2010

Não sabia ...


... que se podia gostar tanto de um número.

Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

Do mais caricato que há

Ainda não consegui digerir o que me aconteceu na quinta à tarde cá na terreola. Enquanto estive de fim-de-semana prolongado parecia mesmo que já tinha ultrapassado a coisa, mas à medida que me aproximava do lugar o desconforto foi-se reinstalando.
Não consigo digerir o facto de sendo portuguesa e estando em Portugal alguém (que nem sequer é português) me tenha enxovalhado em público, ameaçado com a polícia e ainda atirado a pérola "tu não é desta terra, tu não tem direito de estacionar aqui".

Domingo, 17 de Outubro de 2010

Era para ter sido mas não foi

Era para ter ficado este fim-de-semana pela terreola porque ontem e hoje era uma das poucas ocasiões em que algo "importante" por cá acontece. Acabei por mudar de ideias e ir a casa porque era suposto entregarem-me o carro na sexta-feira. Fui informada na quinta de que provavelmente o dito cujo não estaria pronto. Na sexta de manhã obtive a confirmação. Fui à mesma a casa para tratar de certas formalidades. Não tratei de nada por motivos que não dependiam de mim. Passei parte da tarde de sexta a respirar fundo para não me passar dos carretos. Vou passar mais uma semana dependente de boleias.
Apesar dos pesares o fim-de-semana teve dois momentos mais. Li o "Terra Sonâmbula" do Mia Couto, e quando cheguei à terreola constatei que mesmo ao lado da minha casa abriu um café novo (com esplanada).

Domingo, 10 de Outubro de 2010

Um fim-de-semana

Sexta-feira foi dia de rumar a casa, com uma breve incursão pelo Alto Alentejo para ir novamente ao oftalmologista. O dia estava chuvoso e ainda conseguimos ter um furo antes de chegar ao nosso primeiro destino. Uma vez lá o médico confirmou que a minha ferida na vista tinha voltado a abrir. Receitou-me uma medicação que tenho andado a seguir religiosamente. Desta vez não saí de lá aliviada e com a sensação de que tudo vai correr pelo melhor.
Dormi mal, sempre a matutar nos acontecimentos recentes e nas tarefas que me aguardavam no dia seguinte. Sábado de manhã estava destinado a ultimar a compra do carro. Vai ser o meu primeiro carro novo. Devia estar exultante, mas não estou. Toda a gente fica contente quando troca de carro. E eu acabo por consumir-me por não o conseguir.
Para a tarde de sábado deixei outra tarefa delicada. Era suposto ir com uma amiga dar algum apoio à minha prima que está a atravessar uma situação difícil. Há aquelas pessoas que mesmo nas situações mais complicadas conseguem arranjar sempre algo acertado para dizer ou fazer. Eu não sou dessas pessoas. Para ser sincera não me consigo recordar de verdadeiramente ter conseguido ajudar ou apoiar alguém que tenha recorrido ao meu ombro. Não é uma questão de falta de disponibilidade. Eu estou lá. Não me ocorre é nada de verdadeiramente útil para dizer ou fazer. E tenho consciência disso, o que acaba por agravar a situação.
Chego à noite com os nervos em franja, e consigo pôr-me a jeito para mais uma crise. De início até tive a breve ilusão de que iria conseguir aguentar-me sozinha. Não consegui. O que me vale é haver pessoas que conseguem ter as palavras certas para mim.

Domingo, 3 de Outubro de 2010

Ainda o filme de ontem


Este fim-de-semana não fui a casa. Acabei por rumar a sul e ir ver o "Comer orar amar". Há sempre nos filmes que eu adoro uma ou mais coisas nas quais me revejo. Neste caso, estava lá quase tudo.

Considerações estéticas sobre o filme de ontem


Uau! E tenho dito!!

Partilhar cama

Das várias coisas possíveis de partilhar com alguém é a que mais me custa. Por um lado sou daquelas pessoas que consegue adormecer perante uma televisão ligada e só voltar a acordar na manhã seguinte. Vivi anos a fio junto a uma passagem de nível e os comboios nunca me incomodaram. Por outro lado, e paradoxalmente, também sou daquelas pessoas que fica horas sem dormir por causa do barulho de um relógio, ou de um frigorífico, ou do simples respirar de outra pessoa. Neste caso concreto foi a respiração de outra pessoa (atenção que "respiração" não é um eufemismo para o acto de ressonar) que me fez saír da cama a meio da noite e instalar-me no sofá. Adormeci. Entretanto a outra pessoa acordou e resolveu ir à minha procura. Não acendeu uma única luz. Agachou-se junto ao sofá e abanou-me. Eu que estava no modo "ferradinha e sozinha em casa" apanhei um susto de morte e dei um berro que vai deixar os vizinhos a olharem-me de lado durante os próximos tempos.
O pior é que entre o acordar e o berrar devo ter feito mais alguma coisa, tipo enfiar os dedos nos olhos novamente, ou talvez tenha sido mesmo do despertar violento. A partir de então piorei significativamente. O tal olho que eu tinha magoado há cerca de três semana ficou a doer-me até à manhã seguinte, a a minha visão piorou. Palpita-me que vá ter de ir novamente ao oftalmologista.

Freud explica

O professor até é jeitoso, mas nada que justifique que em vez de "não consigo fazer o oito" alguém diga "não consigo fazer o coito". Psicanálise, já!

Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Parece-me ...

... que as minhas quintas-feiras vão passar a ser mais animadas.